Artrite psoriásica pode provocar alteração na qualidade do sono
A artrite psoriásica pode trazer dor, edema e rigidez articular.
Trata-se de uma doença inflamatória comum, em que pessoas com psoríase desenvolvem quadro de artrite nas articulações dos pés e mãos. Segundo o Dr. Haim Maleh, fisiatra e reumatologista do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, e professor de reumatologia da UFF – Universidade Federal Fluminense, as articulações da bacia também podem ser afetadas, e a consequência é dor lombar de padrão inflamatório.
A prevalência de um sono de má qualidade atinge cerca de 84% dos pacientes.
Pesquisas científicas com pacientes com artrite psoriásica em atividade comprovaram uma relação entre a ansiedade e a qualidade do sono. Os pesquisadores buscaram determinar a prevalência e a qualidade do sono nestes pacientes, identificando, assim, fatores associados ao distúrbio do sono. A prevalência de um sono de má qualidade atingiu 84% dos pacientes.
– Isso significa que articulações inflamadas estão independentemente associadas ao sono de pior qualidade em pacientes portadores da doença. A conclusão é de que pacientes acometidos pela artrite psoriásica apresentam má qualidade do sono. Essa má qualidade do sono está ligada ao cansaço, à ansiedade e à inflamação articular ativa. Controlar a inflamação do paciente melhora sua mobilidade e qualidade articular, e melhora também o sono e controla a ansiedade – explica o médico do CREB.
Neuropatia Periférica: o CREB explica que é possível tratar
Neuropatia periférica é uma doença caracterizada pela lesão dos nervos periféricos, também se apresentando como uma doença degenerativa desmielinizante progressiva. Segundo estudos, 2% da população adulta são acometidos pela doença, mas este índice p...
Neuropatia periférica é uma doença caracterizada pela lesão dos nervos periféricos, também se apresentando como uma doença degenerativa desmielinizante progressiva. Segundo estudos, 2% da população adulta são acometidos pela doença, mas este índice pula para 8% em adultos com mais de 55 anos.
Entre 25% e 40% das neuropatias não possuem uma causa definida
Segundo Handerson Meurer, Coordenador da Fisioterapia do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, a neuropatia periférica tem inúmeras causas, portanto a avaliação e o diagnóstico tornam-se um pouco mais difíceis. Assim, mesmo com uma avaliação apropriada, feita por especialista, entre 25% e 40% das neuropatias permanecerão sem causa definida.
– As neuropatias periféricas podem ser classificadas em Mononeuropatias, que comprometem apenas um tronco nervoso; Mononeuropatias múltiplas, com comprometimento sucessivo de vários troncos nervosos; e Polineuropatias distais, com comprometimento difuso e simétrico dos quatro membros. As polirradiculoneuropatias se distinguem das neuropatias distais pela presença de alteração sensitiva ou motora proximal e distal. Podem ser hereditárias, metabólicas, tóxicas e idiopáticas. Quanto ao modo de instalação, a neuropatia pode ser aguda (até um mês), subaguda (meses) e crônica (anos). Algumas condições podem ser associadas às neuropatias, como a Diabetes Mellitus e outras doenças imunológicas, metabólicas ou degenerativas – explica o fisioterapeuta do CREB.
O CREB conta com um setor equipado com diversos aparelhos de última geração e profissionais especializados para o tratamento das neuropatias. De acordo com Bruna Tulio da Costa, Fisioterapeuta Setor de Reabilitação Neurológica do CREB, a clínica opta por protocolos de reabilitação neurológica que podem incluir alongamento, fortalecimento de MMII e MMSS, Hidroterapia e exercícios funcionais, entre outros procedimentos para a melhora das AVD´s dos pacientes. Também é feito um trabalho de marcha e para melhora da dormência/queimação/ sensação estranha dos pacientes são realizados trabalhos de sensibilidade com escovação, crio estimulação e estimulação através de FES.
A atuação do médico fisiatra
Aprimorar e restaurar a capacidade funcional e, principalmente, a qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência física ou outro tipo qualquer de limitação momentânea.
Esse é, em suma, o papel do médico fisiatra, ramo da medicina também conhecida como medicina física e de reabilitação.
O médico fisiatra é especializado em cuidar de pacientes com lesões nos músculos, ossos, ligamentos e, ainda, no sistema nervoso. As alterações da marcha, sejam por alterações neurológicas, ortopédicas ou reumatológicas, bem como lesão na medula espinhal, pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC), lesão cerebral traumática e outras lesões debilitantes são algumas das doenças avaliadas e tratados pelo fisiatra.
O fisiatra buscará promover a melhora da qualidade de vida do seu paciente
Para tratar destes pacientes, o médico fisiatra pode contar e liderar uma equipe multidisciplinar, que inclui fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. A principal função e objetivo do médico fisiatra é ajudar a pessoa momentaneamente incapacitado a otimizar suas habilidades e recuperar a qualidade de vida perdida. Por meio de medidas e orientações fisiátricas, é possível aliviar a dor, restabelecer movimentos e oferecer a qualidade de vida que todos nós merecemos ter.
Histórico – A fisiatria é uma especialidade recente. Foi criada em 1947, nos Estados Unidos, quando um conselho independente de medicina física foi estabelecido sob a autoridade do American Board of Medical SpecialIties. Na primeira metade do século 20, as especialidades não oficiais medicina física e reabilitação se desenvolveram em separado, embora ambos tratassem de pacientes em situação semelhante, ou seja, com lesões incapacitantes. Frank H. Krusen foi o pioneiro da fisiatria, enfatizando o uso de agentes físicos, como a hidroterapia e oxigênio hiperbárico, por exemplo. O termo fisiatria foi criado por ele em 1938.
A fisiatria ganhou um espaço cada vez maior durante as duas guerras mundiais, no tratamento de soldados e civis feridos. O médico Howard A. Rusk tornou-se o pioneiro da fisiatria, após ser nomeado para reabilitar pilotos da força aérea norte-americana, durante a segunda guerra mundial.
Em 1943, o Comitê Baruch, liderado pelo filantropo Bernardo Baruch, definiu a especialidade como a combinação da medicina física e reabilitação. Este comitê arrecadou fundos e os distribuiu para a adoção de programas de treinamento e pesquisa em todos os Estados Unidos. Em 1949, finalmente, a especialidade mudou seu nome para medicina física e reabilitação, ou fisiatria.
Subespecialidades da Fisiatria
Há seis subespecialidades da fisiatria: medicina neuromuscular, analgésico, medicina da reabilitação pediátrica, medicina da lesão da medula espinhal, medicina esportiva e medicina de lesões cerebrais. Há, ainda, o estudo mais específico das áreas hospitais e medicamentos paliativos, manejo da dor musculoesquelética, fisiatria da intervenção, reabilitação cirúrgica, reabilitação reumatológica, obesidade e outras modificações na doença de estilo de vida, reabilitação cardiopulmonar, cuidados de amputados e reabilitação do câncer.
A medicina neuromuscular inclui doenças que afetam parte do sistema neuromuscular, como os nervos periféricos (os braços, as pernas, o rosto e o pescoço), os neurônios motores musculares e a junção neuromuscular (onde os nervos e os músculos se juntam). São tratados os distúrbios que afetam tanto adultos como crianças, muitos dos quais genéticos. Como na maior parte das vezes esses distúrbios são de longa evolução, o fisiatra buscará promover a melhora da qualidade de vida do seu paciente, reduzindo os sintomas, como a dor, a marcha e o equilíbrio, por exemplo.
A Medicina Esportiva, também conhecida como medicina do esporte e do exercício, trata da aptidão física e do tratamento e prevenção de lesões relacionadas ao esporte e ao exercício físico. O médico fisiatra trata de atletas, de alto rendimento ou não, mas também de atletas amadores, que sofreram lesões incapacitantes. Essa subespecialidade surgiu somente no final do século 20.
Indicação da Fisiatria
O grande benefício que a fisiatria traz é restabelecer a qualidade de vida perdida, eliminando, na media do possível, os sintomas, como a inflamação, a dor e a limitação de movimento, por exemplo. Ela é indicada para todas as pessoas, independente de sexo e idade, que possuam algum tipo de deficiência cerebral, óssea, muscular, etc. O fisiatra trata do corpo inteiro. Ele não se limita ao local onde está o problema apresentado pelo paciente, buscando foco no corpo inteiro e na qualidade de vida de seu paciente.
Entre outras deficiências tratadas pelo fisiatra estão problemas cognitivos, anomalias ortopédicas, problemas de mobilidade, problemas intestinais e vesiculares, distúrbios do andar, incontinência urinária ou fecal, dor e rigidez muscular ou hipotonia. Este profissional vai tratar de temas que abordam cuidados, mobilidade, atividades da vida diária, como vestir, banhar e comer, educacional e vocacional e questões de vida útil. Em resumo, o fisiatra sempre buscará restaurar a qualidade de vida de seu paciente.
Atendimento médico especializado no Rio de Janeiro:
- BARRA DA TIJUCA: Av. das Américas, 700 - Bloco 8 - Loja 320 - Città Américas
- BOTAFOGO: Rua Voluntários da Pátria, 408
- COPACABANA: Rua Barata Ribeiro, 774 - ao lado do metrô
- LEBLON: Av. Ataulfo de Paiva, 355
- MÉIER: Rua Dias da Cruz, 13 - ao lado da estação Méier
Atendimento médico Ortopedia e Fisioterapia em São Paulo:
- SANTO AMARO: Av. Santo Amaro, 5702
- INTERLAGOS: Av. Interlagos, 2255 - âncora SS03 - Shopping Interlagos
- TATUAPÉ: Rua Apucarana, 1619